sexta-feira, 10 de julho de 2009

CINEMA, MÚSICA E TV







Sexta Feira, 10 de Julho

Acordei um pouco antes das sete. Mais um dia cinza e chuvoso em Porto Alegre. Termômetros marcando 13 graus. Uma massa polar que chega aos pagos gaúchos promete neve para amanhã na região serrana com possibilidades de respingar também aqui na capital. Isso significa que a temperatura cairá pra zero. Mas isso é mole depois dos dias de frio que peguei na Europa no começo do ano, com 8 negativos na Alemanha

Não consegui postar nos últimos 2 dias. Muita correria. Hoje, o começo do trabalho é com o Tiago,  engenheiro de som, então estou com mãos e cérebro livres pra escrever um pouco. 

Aproveito pra principiar falando do meu interesse por cinema, que comecei a discorrer no campo dos comentários do último post. Em São Gabriel,  cidade em que nasci e passei meus primeiros 8 anos e meio de vida, havia 2 salas de exibição, o Vitória e o Harmonia. Ambos eram misto de teatro e cinema e por lá se apresentaram muitas troupes de teatro vindas de outras regiões do Brasil rumo ao Uruguai e Argentina.  Para se fazer teatro, o Harmonia era mais aceitável, tinha um palco mais profundo e um pouco mais de estrutura e, segundo minha mãe e minha avó, por lá passaram espetáculos de alto nível. Na minha infância assisti apenas a uma montagem de teatro infantil de um colégio no Harmonia e a uma comédia com o humorista Costinha no Vitória.  

Mas o Harmonia foi ficando com fama de pulgueiro, então eu costumava frequentar as matinés de domingo no Vitória. Esse cinema ficava quase em frente à casa de minha avó e tinha sede no mesmo sobrado onde morava meu tio Benedito com sua família, cuja porta de entrada do apartamento ficava ao lado da cabine de projeção. Lembro ainda da luminosidade, dos ruídos e do cheiro daquele lugar. Cheiro de acetato. No começo de minha adolescência quando ia para as férias, seguidamente ficávamos lá, em absoluto silêncio, eu, meu irmão Gastão e meu primo Didito vendo os caras trabalharem, fazendo os cortes de um projetor para outro, o que às vezes dava errado, ficando a tela em branco e incitando os apupos da platéia. 

Ficamos amigos dos  projecionistas, a quem levávamos café no inverno e água gelada no verão e muitas vezes eles nos permitiam assistir através das janelinhas da cabine a filmes proibidos para menores de 14 anos.  Um desses filmes que vi foi Love Story, uma história de amor de dois adolescentes, com roteiro que, em alguns aspectos, lembra um pouco Romeu e Julieta e que teve diversas indicações ao Oscar em 1971,  dmelhor filmemelhor diretor (Arthur Hiller)melhor ator (Ryan O'Neal), melhor atriz (Ali MacGraw), melhor ator coadjuvante  (John Marley), melhor roteiro  (Erich Segal) e melhor música (Francis Lai). A música era mesmo marcante e foi vencedora do Oscar. Certamente muitos de vocês já ouviram essa música. No link abaixo tem o trecho mais conhecido. Não encontrei uma versão inteira.

http://www.lastfm.com.br/music/Francis+Lai/_/Theme+From+Love+Story?autostart

Aquela situação mágica daquela cabine, com seus projetores enormes, que faziam lembrar Cinema Paradiso, foi, em parte, responsável por acurar meu gosto pela sétima arte.

Nessa época, em São Gabriel, que tinha uma retransmissão vinda de Porto Alegre, a TV só pegava, ou só tinha programação à noite. Se não me engano, o sintonizador do primeiro aparelho da minha família era de rodar, como um dial de rádio e, às vezes, eram captados canais em castellano que passavam desenhos à tarde. Mas isso era muito raro. E, de qualquer forma, eu preferia brincar no quintal, subindo em árvores, jogando bola, andando a cavalo e tomando banho de rio a ficar trancafiado em casa diante de uma telinha.

Quando mudamos para um apartamento em Porto Alegre, a televisão foi aos poucos se impondo. 

De certa forma, cinema e música sempre estiveram ligados para mim, porque quando ouvia discos sempre me deixava levar, imaginando a situação da letra quando se tratava de uma canção ou indo ainda mais longe quando ouvia música clássica, criando mentalmente enredos e paisagens que as melodias e harmonias iam me sugerindo.

Por isso adoro esse trabalho de musicar cenas. Coisa que já fiz muito para teatro e dança e algumas vezes para o cinema. Essa trilha de agora é a mais complexa e, felizmente, a melhor que já compus até hoje. Sinto-me muito mais próximo das musas e sinto que elas falam comigo.

12:08 Vou  interromper um pouco nossa conversa pra dar atenção à mixagem. Depois eu volto.

15:04 Som e Fúria continua arrebentando. No capítulo de ontem,  Andrea Beltrão, na manhã seguinte a uma conturbada festa que ela dera em sua residência, com a cara "destruída", tomando um drink na frente da casa completamente desordenada, fala pra faxineira que chega: tem uma baguncinha ai dentro. A moça tá dando um showzaço. 

Já falei bastante do Pedro Paulo Rangel no post passado. Ele está confirmando minhas expectativas com louvor, com um tempo cênico sensacional. E estou gostando muito do trabalho do Felipe Camargo, que estava sumido e que está mais do que convincente em seu papel, está denso, vivo, real.  De uma forma geral todos atores estão muito bem, o Dan Stulbach, a Regina Casé.

Adorei o humor, as ironias do texto. Há alguns subtextos que talvez só sejam  familiares pra quem trabalha com produção cultural, mas que também não interferem no acompanhamento da trama para quem não é do meio. É apenas uma cereja no bolo para os famliarizados com o assunto. O crítico teatral Bárbaro, por exemplo é inspirado na crítica teatral Bárbara Heliodora que escreve no jornal O Globo. No primeiro capítulo, após a estréia de Sonho de Uma Noite de Verão ele diz para Elen (Andrea Beltrão) que se ela quiser saber sua opinião sobre a peça que compre o jornal no dia seguinte, mas que por outro lado eles podem jantar juntos e que o texto pode ser mais favoreavel. Dizem alguns (não sei porque não conheço pessoalmente) que a Heliodora, especialista em Shakespeare, é sempre mais condescendente e até generosa em seus comentearios para com quem ela tem relações de amizade.


Outra figura importante do mundo do teatro que é lembrado na minissérie é Gerald Thomas. O diretor chamado para dar continuidade ao trabalho de Oliveira (Rangel) após sua morte é Oswald Thomas, que, a cada frase, intercala, pelo menos, uma palavra em inglês, tal qual Gerald. Dante (Felipe Camargo) desafeto de Oswald, por provocação costuma chamá-lo de Geraldo. Essa história referencia um episódio acontecido nos anos 90. Num evento ocorrido no MAMCaetano Veloso e Gerald Thomas protagonizavam a leitura de um texto, quando, em dado momento, irritado com a performance displicente de Gerald , Cae parece ter dito algo como: "assim não dá, o Geraldo não dá as intenções da fala" .


O Gerald ficou puto e saiu de cena. Mais tarde, acho que pela imprensa, o Caetano justificou-se dizendo que o chamara de Geraldo, fazendo referência ao Oswald de Andrade que  era carinhosamente apelidado de Osvaldo por amigos. Parece que Caetano e Gerald só fizeram as pazes um tempo depois quando o encenador dirigiu Gal Costa em um show.


Outra menção a um fato real, só que mais sutil é quando Ricardo (Stulbach), ao receber Graça (Casé),  substituta de um funcionário da Secretaria de Cultura, a chama duas vezes de Grassi. Ela o corrige dizendo que é Graça e não Grassi ao que ele responde, "é a força do hábito pois trabalhei muitos anos com Grassi". Para quem não lembra, Antonio Grassi era o Diretor da Funart e foi substituído por  Celso Frateschi,  num episódio controverso que revoltou boa parte da comunidade cultural.


Bom, mas chega de Som e Furia, que já estou parecendo aqueles caras viciados em Lost, que não falam em outra coisa.


Dani, como disse Hannaly, Twitter é um pouco demais pra mim nesse momento. Até já estou inscrito, mas não costumo postar lá. Tenho medo que vicie. Gosto desse tempo de escrever saboreando, com um pouco mais de reflexão. Mas não digo que desse twitter não provarei, só que ainda não está me apetecendo. De qualquer forma, obrigado pela sugestão.


Juliana, obrigado pela dica, muita gente me falou de Estômago, mas ainda não vi. Gosto muito do ator principal, João Miguel, que atuou tambémem Aspirinas e Urubus. Também estou curioso com os três filmes do Selton Mello que estão em cartaz. Como disse Paulo Betti em uma entrevista, ele é o centroavante do cinema brasileiro. Está sempre bem em todos os seus papéis. Adoro Cheiro do Ralo, que vi no cinema e outras duas vezes em casa no Canal Brasil. O mesmo aconteceu com Meu Nome Não é Johnny. Também já falei aqui em um post do ano passado sobre o primeiro filme de Selton como diretor, Feliz Natal, que também gostei muito, tem um ritmo semelhante ao das suas falas como ator.


Aqui no estúdio, as coisas estão indo muito bem. A trilha está ficando com um sonzaço de arrepiar. 


Quando cheguei aqui para mixar foram surgindo novas idéias e acabei compondo e gravando outras músicas o que alterou um pouco meu cronograma, mas enriqueceu bastante o trabalho. Ontem ainda gravei vozes de Denise Fontoura, de quem falei no post anterior, e  de Gelson Oliveira, esse um grande artista, cantor e compositor que está lançando em agosto um disco excelente que vem acompanhado um belo texto de apresentação de Gilberto Gil.


Ainda ontem pela manhã, compus uma música nova cuja melodia foi gravada por Jorginho Trompete tocando Flugelhorn. Esse cara também é muito fera e já trabalhamos juntos há muitos anos. 


Felipe, não sei de que fronteira você é, mas o filme também foi rodado em uma região fronteirica, nos municípios de São Gabriel, Bagé, Caçapava e arredores. Isso foi uma boa coincidência, que tenham me chamado para fazer a trilha de um filme com imagens captadas na região de minha infância.


Mas o filme não é regional, não faz nenhuma referência ao local onde foi filmado. A trama pode se passar em qualquer parte do mundo, não aparecem dados culturais nem mesmo sons de natureza, objetos ou diálogos que possam evidenciar o perfil geográfico de onde se passa a história.


A pré-estréia do filme será dia 30 de julho, simultaneamente em São Paulo, São Francisco (EUA) e Tóquio, em sistema digital 4k, que, como expliquei em outro post, tem uma definição de 8 milhões de pixels.


A trilha sairá sim em CD na época do lançamento nos cinemas, que acredito será mais para o final do ano.


Hoje à noite vai rolar um encontro de músicos e velhos amigos, na casa do Rebu, meu irmão que mora aqui.  


Bom fim de semana pra todos.

Abraço



Fotos
Fios contra o céu de Porto Alegre na manhã de hoje
Craviola Giannini: Esse instrumento ficou com um sonzaço na trilha
Antonio e Jorginho 
Jorginho e seu Flugel Horn
Antonio e Gelson Oliveira 


18 comentários:

Kiana_Nursing disse...

Oi Totonho!!!
Opsss parece q hj cheguei primeiro?hehehe

Nossa,que delícia é ler vc narrando sobre sua infancia e como começou seu interesse pela 7ª arte,fico imaginando a cada detalhe cmo seria toda essa vivência...
Estou acompanhando Som e Fúria,e realmente,é uma série genial,interpretações dos atores mto boas,intensas!

Continuando,a falar de filme,os filmes de Selton são ótimos,assisti a Cheiro do Ralo e Meu nome nao é Johnny,e adorei os dois,o primeiro tem um lado sarcástico e cômico de situações do cotidiano urbano mostrando o lado das neuroses humanas um filme que ao mesmo tempo que é "engraçado" também choca.

O filme que vc está fazendo a trilha,vai estrear em circuito nacional Totonho?Porque infelizmente,na minha cidade,temos só dois cinemas,e nem todo filme estreia por aki...Budapeste até hoje espero pela estreia,e nada. =[

Que bom que terá o cd da trilha,acredito que esteja muito bom,afinal vindo de vc só espera-se o melhor!

E os shows?Parou mesmo?Esse trabalho do filme deve está te consumindo muito...Queria tanto poder te ver no palco ao vivo,"Ela nao sabe dizer adeus" e "Da laia do Lama",nossa meu sonho vê-lo cantando hehehe

Pelo jeito,isso vai demorar...e mais na minha cidade entao rsrs

Será que janeiro de 2010?rsrs
[brincadeira]

Bom Final de semana p vc tb Totonho,aproveite o encontro,dpois venha nos relatar aqui para nosso deleite hehehe

Iuuuu estou sendo a primeira a postar huahauahua


xerãoo de sua fã potiguar

Kiana_Nursing disse...

Ahhh,e falando em Twitter,sabe,acho que nao faz seu "estilo" hehehe
Adorooo ler com riqueza de detalhes seus post's e isso é o diferencial do seu blog,nós leitores acabamos por a cada post seu adentrar em seu "mundo",sentir vc mais próximo de nós,além de nos trazer reflexões sobre vários assuntos pertinentes,seja na música,no cinema,teatro,até culinária está saindo aqui hehehe

Deixa o twitter para outra ocasião,se não vc vicia lá,e esquece daqui =P

Cada vez que venho aqui,saio mais rica em conhecimento,vc nos enche de boas palavras,histórias de sua vida e isso é muito bom!
Continua por aqui mesmo hehehe

e mais uma vez,

outro xero =D

Belle disse...

Olá Antônio!
Adorei o post de hoje...com a sua narração percebemos que você não teria para onde fugir! Você tem o dom e o talento que poucos possuem, ele é nato! É claro que se aperfeiçoa com o tempo e com a experiência, mas é dom e isso faz a diferença!

Por esse motivo imagino como será essa trilha, ainda mais lendo que, pra você, é a melhor que já compôs. Adoro todos os seus trabalhos, o backup do seu último CD fica no meu carro, digo backup porque depois que arrombaram meu carro para roubar o rádio e levaram todos os meus cds originais que ficavam nele aprendi e agora todos os cds que levo no carro são cópias e os originais ficam em casa! Sabe como é, vivendo e aprendendo...aqui no Rio tem que ser assim!

Pra finalizar, preciso concordar que a "Som e Fúria" está sensacional. Sempre acompanho as séries da Globo e nunca me arrependo! A última que vi foi Capitu, adorei! Agora acompanho Som e Fúria e esse dois capítulos foram demais, o elenco dá um show! Muito bom ler seus comentários explicando comentários e situações relacionadas à fatos verídicos. Realmente só quem está mais por dentro pode observar essas coisas, eu nem havia me ligado, achei ótimo as suas explicações...obrigada Antonio!

Bom, continuo aguardando novidades e esperando seus shows aqui no Rio!!

Saudades dos shows na hideaway e no Mistura Fina (Que agora acho que é Posto 9 - Quando soube disso só lembrei de você cantando "...Stancov é do posto 9...")rsrs...

Saudades!
Bjão, Isabelle!

Hannaly Oliveira disse...

Confesso que tomei gosto por cinema há pouco tempo, quando abriu, onde moro, a primeira sala popular digital de cinema do brasil e na onda do 'nao-se-tem-o-que-fazer-vamos-no-cinema' acabei tomando gosto pela coisa e não saio de lá hoje. Só passa filmes brasileiros e isos me deixou cada vez mais apaixonada pelo trabalho do nosso país! Cada filme e documentário parece ser um passo adiante nessa nossa longa jornada rumo ao reconhecimento! Aqui existe um projeto chamado 'diálogos com o cinema' que ao fim das sessões promove um debate com diretores e produtores dos filmes exibidos. O último que vi foi LOKI - Arnaldo Baptista, e é simplesmente emocionate, até pra mim que pouco conhecia seu trabalho, apaixonante! Os diretores são um barato. Impagável a sensação de ter os caras que produziram aquilo que acabamos de ver tão perto de nós.


Dei risada com a história do Caetano. Aliás, todo mundo sempre tem uma história dele pra contar né?


Viciados em Lost são mais chatos que viciados em House!! E tenho dito. HAUSHAUSH (daquelas que defende a série, hahaha)

Beijoness!
Hannaly.

Bárbara disse...

O engraçado é que a todo momento eu entro para ler seus posts, e ainda não consegui o local mais almejado, o topo....hehehe...

Cinema é uma arte incrível, eu só o conheci em 2006, quando vim morar na cidade do Rio de Janeiro, pois lá em Marabá/Pará não há cinema(aposto que vc não conhece minha cidade...rs...)infelizmente, eu passei os meus 17 anos sonhando com uma salinha agradavelmente escura, de frente a uma imensa tela. Foi emocionante a primeira vez, vi o filme CODICO DA VINCI, logo após ler o livro. Hoje eu sou viciada em cinema, gosto de filmes, músicas, Teatro, porém vou te confessar que ler é muito mais gostoso.

Totonho, grande beijo à você, fica com Deus.

Bárbara Pontes.

Ligia disse...

Antônio Villeroy!
Eita, homem inteligente.
Adoro ler tudo o que você diz e sempre estou por aqui.
Fico feliz que você esteja aparecendo com frequência e que esteja dividindo com a gente todo o seu conhecimento, o que você pensa em relação a determinados assuntos que estão em evidência.

Infelizmente "Som e fúria" passa muito tarde e eu não consigo assistir, mas através do que você diz se percebe com facilidade de que se trata de um belo espetáculo.

Além de tudo isso você ainda gosta de cozinhar? ahaha...Muito bom.
Adorei a receitinha. Ana Maria Braga com o seu "Mais você" que se cuide. =)

Totonho, em meio a tantos projetos e tantos trabalhos para serem concluídos, já existe alguma previsão de shows?

Vou comentar sobre algo que acredito eu, que não seja uma particularidade minha.
Tenho problema com turnê nova, na verdade, problema não seria a palavra exata porque adoro ouvir coisas novas e tudo o que você apresenta pra gente é bom, mas tenho um certo "apego" com as músicas antigas e pra você cantar todas elas, teria que ser um show "eterno". rs

Me lembro da última vez que você tocou "Quero Pegar" em um show que eu estava. Foi na Modern Sound. Que showzaço! Muito bom. Saudade disso...

Um beijo, querido.
Como sempre, te desejo muita sorte um sucesso.

Contineu por aqui porque está sendo muito bom. :)

Ligia disse...

Errata (rs):

*te desejo muita sorte e sucesso.

*continue por aqui porque está sendo muito bom.

Fernanda Garcia disse...

"Ahh espero q se tu 'viciar' em Twitter não deixe 'de lado' o Blog,onde nós q te admiramos nos sentimos tão mais perto de ti!"

Nossa,mto bom falar/ler sobre 'cinema,música e TV'..Não vejo "SOM E FÚRIA" por falta de tmpo,mas farei um esforço!

BeijO Villeroy!

Juliana!!! disse...

Nossa, to tao feliz com suas imensas e valorosas postagens.... Ate q os seis meses de ausencia fizeram bem (mais ou menos, enfim....)
Cinema.... ainda preciso me apaixonar mais por essa arte, assumo!
Twitter nao! Blog é mais bacana, da pra ser mais significativo, né!
To assistindo, bem mais ou menos, Som e Furia...
O filme sera lançado em todos os cinemas ou so em centros culturais?
Bjos e ate mais! Bom final de semana!

Antonio Villeroy disse...

Oi Kiana

Obrigado pelo carinho.
Só hoje pude responder pra você.

O filme deve entrar no circuito comercial, sim.
Mas antes deve cumprir algumas agendas de festivais.

Essa questão da distribuição é complexa. Se sua cidade só tem 2 cinemas, imagino que os filmes que chegam aí sejam mais comerciais, por isso Budapeste ainda não foi e talvez nem vá.

Você mora em Natal?

Também estou com saudades dos shows, mas só voltarei pra estrada quando lançar o disco novo.
Assim que terminar a trilha passo pra finalização do disco, que deve sair em outubro.

Talvez janeiro seja mesmo uma boa data pra fazer show aí, emendando com Fortaleza, São Luis e Recife. Meu empresário está começando a fazer esse planejamento.

Ela Não Sabe Dizer Adeus e Da Laia devem estar no novo show, mas há várias canções inéditas do disco novo que farão parte do repertório, portanto muitas do disco anterior estarão fora.

Domingo 11:21 Já to no estúdio desde 10:00. Domingo também se trabalha.
Acho que até 3ª feira já terá uma música do filme disponível pra ouvir no site.

Mas são músicas instrumentais, diferentes dos meus trabalhos conhecidos, portanto muita gente poderá estranhar.

Bom domingo.
Abs

Kiana_Nursing disse...

Oi Totonho!

Owwww,quem manda morar numa cidade "provinciana" huaahauhua

Quando se trata de filmes bons,com um conteúdo mais "seleto",realmente,aqui não exibe nas projeções de cinema,infelizmente... =[

Moro em Natal sim,desde que nasci,amo minha cidade,apesar dela ainda não abranger tantas possibilidades de lazer quanto uma cidade maior,mas enfim,só pelas nossas belas praias acho que compensa hehehe

E quanto a seu show,acredito que vc saberá fazer uma boa "miscelânia" de musicas antigas e as novas!!!!Mas por favor,nao deixe essas duas de fora!!!xD

Janeiro,é um mês muito bom mesmo,mês de férias,mês do meu aniversário hehehe

Olha,que bom,vai disponibilizar uma música do filme para nós,vou adorar ouvi-la...

E quanto a estranhar,alguns podem mesmo,mas musica instrumental me faz viajar em sua melodia,em seus sons...
Amo duas músicas instrumentais que há no Cd quartinho de Ana "La Critique" e "Sen.ti.mentos",sendo que a primeira tb é sua...é vc ouvir com outros "ouvidos",está aberto a absorver aqueles sons...interpretá-los...adoro isso!


E "domingo também se trabalha",eu bem sei o que é isso rsrs entendo vc perfeitamente hehehe Mas quando fazemos o que gostamos o trabalho torna-se prazeroso,leve,nos preenche...

Aguardo ansiosa pelo novo cd,e venha mesmo por aki viu?Desde o ano passado que te espero [nós nordestinos também merecemos te ver/ouvir. xD

Obg por vc me responder,por ser esse artista que além de talentoso,ainda é suuuuper atencioso conosco!!!!

Vc é o cara,e ainda sabe cozinhar?Nossa,Totonho mil e uma utilidades hehehe

xerãooo da sua fã potiguar,
Bom Domingo de trabalho xD

Sara disse...

Antonio

Descobri hoje o seu Blog. Adorei! como você escreve bem. Fui num show seu em Campinas uns anos atras, muuuiiito bom. E olha que eu não queria ir, uma amiga minha que insistiu, lembro que tava chovendo muito e eu cheguei lá toda molhada, puta da vida. Aí durante o show você foi me conquistando e sai completamente encantada. Comprei seu DVD na FNAC que é um hit na minha família. Já andou em casa de primo, de avó, agora voltou pra mim. Ontem mesmo busquei dai entrei no seu site e acabei aqui no blog. Que bom conhecer você assim. Me sinto bem mais próxima. Amei tudo isso.
Beijos enormes de Campinas

Luan Santos disse...

VILLEROY,
Fortaleza, São Luis e Recife? Aracaju e Natal também!
KIANA, tô certo ou tô errado?! Rs...

Gosto muito de várias músicas mais antigas mas já escutei as novas que estão disponíveis no site e no myspace e são muuuuito boas. Pior que só aumenta a ansiedade pro lançamento... Mas é isso aí! Tô aguardando o CD e o SHOW AQUI EM ARACAJU-SE!

Valeu!

Zoé Chagas disse...

Totonho

tudo bem?
sou de Rosário do Sul, bem pertinho de São Gabriel, tu deves conhecer com certeza. Se gostas de banho rio como falaste, certamente frequentaste a Praia das Areias Brancas na minha cidade.

Uma vez fui num show teu aqui, já faz um tempão. Nunca mais voltaste a te apresentar pela região?

Espero que com o próximo disco viajes bastante, para o Nordeste, para o Norte e para o exterior, mas não te esqueças da gente aqui nos pampas.

Fiquei sabendo que andaram filmando aqui perto, mas não sabia detalhes. Agora tu estás me esclarecendo.
Boa sorte com tua trilha que deve estar tri bonita como tudo que tu fazes.

Abração grande de Rosário.
Meu e do meu marido Paulo que está aqui do meu lado.

Kiana_Nursing disse...

Luan Santos,vc tá certo sim!
Uma turnê pelo nordeste seria ótimo!xD

Juliana Lima disse...

Oh cara sabe tudo,meu Deus,rs!

Esse ano o cinema brasileiro ganhou um monte de documentários sobre música,e eu tive oportunidade de ver alguns como o dos Titãs,do Simonal e semana passada assisti Loki,acho de extrema importância o cinema registrar a música,os compositores.É uma pena que os documentários ainda não ganharam o público,mas parece que as coisas estão mudando.

Ah fiquei sabendo que o Bebeto Alves está com O Homem Invisível,vou procurar esse tb.
E vc,que como eu adora Johnny Deep,esse mês lança Inimigos Públicos,parece que é bom.

Beijo minha Mente Brilhante,rs!!!!!!!!

Veluma Nunes disse...

Eu fiquei maravilhada , o que não é nenhuma novidade. Fico assim com tudo que você escreve.
Amanhã o Teatro Municipal completa 100 anos e eu estarei lá na cinelândia pra prestigiar o meus amados atores!

Anna Luna disse...

Antonio

Tenho estado sempre aqui
sempre enriquecida com o que você escreve. Nem sempre comento, até porque às vezes é melhor apenas absorver e curtir.
Esses furos de bastidores são muito especiais. Digo furos, porque para mim são completa novidade, embora imagine que muita gente conheça essas histórias.
O Caetano é muito figura, chamando o Gerald de Geraldo e ainda se justificando de forma criativa, tipo "transformando limão em limonada suíça das boas". Sim porque é um elogio ter Oswald de Andrade como referência, afinal talvez ele tenha sido o principal sujeito do modernismo brasileiro. Ele que inventou a idéia de antropofagia, que norteou o movimento e depois inspirou os tropicalistas. Para o Caetano relacionar Gerald a Oswaldo é porque o tem em alta conta.

Obrigada pelas informações, isso renderá boas conversas com meus amigos.

Adorei saber das coisas de sua infância, o astral Cine Pradiso no sobrado do seu tio. Por isso você tem tantas idéias boas que se refletem nas canções

Desejo tudo de bom pra você com sua trilha. Estou curiosíssima para ouvir. Certamente não vou estranhar, pois o que vem de você eu sempre gosto.

Beijão