

6:30 Acordei preocupado em colocar na “time line” do Final Cut (programa de edição de cinema) as músicas que fiz e gravei nos dois ultimos dias. Passei aqui para dar start ao post desse sábado, porque se for deixando pra depois vou mergulhar no trabalho e posso acabar não escrevendo nada hoje. Decidi que não vou a Sampa, pois é mais importante que eu termine minha parte da trilha por aqui.
Amanhã gravo com um pianista muito fera, David Feldman, no estúdio da gravadora Biscoito Fino onde há um piano Stanway maravilhoso e bons técnicos de gravação.
Ontem dormi pensando no escritor italiano Italo Calvino e já nesse começo de manhã me veio um trecho de um livro formidável de sua autoria chamado Cidades Invisíveis.
O livro é constituído de 55 mini contos em que o mercador, explorador e embaixador veneziano Marco Polo descreve a Kublai-Khan, as cidades do imenso território recém conquistado pelo então rei dos mongóis e dos chineses.
Mas se engana quem pensa que o livro vai contar a saga de Marco Polo o mercador que descobriu na China o macarrão e o trouxe para o ocidente. Não se trata de um livro de História, e, sim, uma ficção saborosa com tons de realismo fantástico e de surrealismo.
A medida que avançamos na leitura, encontramos cidades improváveis, que escapam ao olhar racional e oferecem surpresas constantes aos sentidos. Para entendê-las é necessário manter o espírito em emovimento e o olhar sempre curioso e investigador.
6: 46 Esse assunto me anima e pode render muitas linhas de texto e, por isso mesmo, terei que interrompê-lo agora, pois preciso começar a trabalhar.
10:16 As primeiras 3 horas e meia de trabalho renderam bem. Aproveitei o silêncio da manhã e depois de testar a música com as imagens, gravei algumas vozes. Normalmente não gosto de gravar voz pela manhã, pois ainda está muito baixa e desaquecida. Mas fiz alguns exercícios e ela logo foi pro lugar. Ficou bom. Primeiro porque essas vozes são incidentais, e pude experimentar bastante coisas. As melodias são simples e não há letra pra articular, por isso pude procurar timbres diferentes e efeitos. O ambiente silencioso me deixou muito concentrado e favoreceu a criatividade.
Salvei a agora vou comer alguma coisa.
11:10 Preciso voltar ao trabalho.
14:30 Enviei por MP3 o trabalho de hoje pro pessoal que está em São Paulo, para que eles testem nas cenas e me passem suas impressões. É muito bom trabalhar em parceria com pessoas em quem se tem confiança. Um sustenta o trabalho do outro como as pedras de um arco. Isso me faz voltar ao assunto do começo do post, Italo Calvino e suas Cidades Invisíveis.
Num trecho do livro, “Marco Polo descreve uma ponte, pedra a pedra.
- Mas qual é a pedra que sustém a ponte? - pergunta Kublai Kan.
- A ponte não é sustida por esta ou aquela pedra - responde Marco, - mas sim pela linha do arco que elas formam.
Kublai kan permanece silencioso, reflectindo. Depois acrescenta: - Porque me falas das pedras? É só o arco que me importa.
Polo responde: - Sem pedras não há o arco.”
21:12 Depois do almoço passei numa festa junina que estava rolando na Dias Ferreira, no Leblon, em frente a Livraria Argumento. Encontrei vários amigos, troquei alguns dedos de prosa, passei no supermercado e voltei pro estudio. Oraganizei a gravação, preparei partituras, salvei como PDF e enviei por e-mail para os músicos que vão gravar. Agora estou fechando a tampa e pretendo aproveitar um pouco a noite de sábado pra relaxar. Dei um duro danado essa semana.
Antes , conforme prometi, vou passar uma receita que será bem simples, dado o avançado da hora e também porque hoje é nossa primeira aula (rs).
Salmão com molho de maracujá e mel
Ingredientes
A quantidade dos ingredientes variam com o número de pessoas.. Geralmente aplicam-se 200g de peixe por pessoa quando a refeição vem com acompanhamento.
800 g de Salmão cortados em 4 pedaços iguais, sal, pimenta branca moída / 2 maracujás / 4 colheres de sopa de mel de abelha puro.
Pulverize o salmão com sal fino e pimenta do reino, Aplique esses temperos com bom senso. Logo após banhe o peixe com o suco dos e deixe descansar por 20 minutos pra pegar o gosto. Enquanto isso, acenda o forno a uma temperatura de mais ou menos 180 ºC e quando ficar aquecido, cubra o peixe com uma camada de mel enrole no papel alumínio e deixe assar por cerca de 20 a 30 minutos. Cuide para que fique levemente esbranquiçado por fora, mas úmido e vibrante por dentro. Sirva com arroz branco perfumado com salsinha e batata a vapor. Harmoniza bem com vinho Sauvignon Blanc.
Bom fim de semana.
Abraços.


























