terça-feira, 25 de outubro de 2011

VOLTANDO À CÂMERA



Atendendo a pedidos de pessoas que me lêem no Facebook, voltarei a publicar meus textos aqui no Blog. O primeiro, ee um texto recente que escrevi sobre o ciúme. Obrigado a quem frequenta essas páginas.





Em francês é Jalousie; em inglês, jealousy; em italiano e catalão, gelosia; espanhol, celos; alemão, Eifersucht; russo, ревность: chinês, 妒忌; japonês, 嫉妬; grego, ζήλια; Latin, inuidiam.
Existe em todos idiomas, portanto todos sentem, mesmo os que dizem não sentir. Há tantas frases, livros e canções à respeito. Bentinho sentia por Capitu, Félix por Lívia, apenas para citar personagens machadianos....

Lupicínio Rodrigues foi mestre em um gênero cujo assunto principal era esse. Caetano fez, no mínimo, 3 canções falando à respeito.

Mesmo quando não há nada que o justifique, ele pode ocorrer, fruto dos fantasmas de quem o sente, produção independente de coração e mente inseguros, ou machucados, ressabiados, ou por outras motivações que são inúmeras e não se poderiam listar aqui.

Muitas pessoas o provocam, o estimulam em si ou no outro, como a acrescentar um tempero, como um aditivo para retomar o interesse, para esquentar uma relação que estava fria.

Muitas vezes funciona, embora seja um mero artifício que não tem necessariamente a ver com o real interesse e menos ainda com aquilo que aproximou aquelas pessoas, principalmente se se trata de amor.

Mas nem sempre é o amor, às vezes são outros os porquês a aproximar duas pessoas, ou pelo menos uma delas em direção à outra: família, desejo, dinheiro, posição, poder, evidência, carência, aparência, desordem, organização, etc etc etc

Mas , seja como for, o ciúme pode ser brando e até auxiliar a criar e pode ser devastador e destruir, mas ele sempre dá um jeito de se manifestar.

X não gostava (ou pensava não gostar) mais de Z, até sentir ameaçada sua posição, sua confortável posição de ser muito amado(a) e até mesmo sufocado(a) por uma pessoa por quem não parecia nutrir os mesmos sentimentos.

Então, pimba! Percebe ou pensa perceber que aquela pessoa poderia interessar ou estar interessada por uma terceira. Diante da ameaça da perda acende-se uma fogueira onde o amor parece crepitar. Mas até que ponto não é apenas posse, auto estima, coisas voltadas para o amor próprio e não pelo outro?

Não tentemos concluir, esse não é assunto em que se possa chegar a uma conclusão. Apenas cantemos:

O mainha, deixa o ciúme chegar, deixa o ciúme passar e sigamos juntos …

2 comentários:

wlianna Araújo disse...

"Ô mainha" que delícia, já havia lido o texto, está maravilhoso como todos os outros, bem vindo de volta ao blogger.

MADAMERAMANDA disse...

O CIÚME FAZ PARTE!!!
HAHA...VILLE VOLTOUUUUUU
JÁ Li ESSE TEXTOOOO...LENDO DE NOVO

BJUSSS MADAME RRRrrrrAMANDAAA.