
Terça, 04 de agosto
11:42 Dia nublado, vou malhar pesado hoje. Daqui 20 dias vou participar da gravação de um DVD e tenho que voltar ao meu peso normal. Nas últimas semanas, devido ao mergulho na trilha do filme e outras atividades de estúdio, dei uma descuidade nessa parte. E veja que o vídeo em tela comum já acrescenta cerca de 4 kilos quem dirá em LCD e Plasma que enfatizam as linhas horizontais. Com os 4 que ganhei nesses dias, vou parecer o Tim Maia.
Hoje estréia Bela, a Feia na Record. Entre os atrativos da novela, a presença de grandes atores como meu amigo Jonas Bloch, Ester Góes, Denise Del Vechio, Laila Zaid, Iran Malfitano (que arrasou em A Favorita), Angela Leal, as belas Giselle Itié (protagonista),Ildi Silva e Simone Spoladore que faz a vilã Verônica Matoso, que, como já falei aqui, tem como tema a canção Heroína e Vilã, disponível no meu myspace:
http://www.myspace.com/antoniovilleroymusic
Quem me lê, deve pensar, esse cara é o maior noveleiro!
Em parte é verdade, há novelas que acompanhei quase que por inteiro. Isso começou quando a canção Garganta foi tema de Julia Montana, personagem de Débora Bloch na novela Andando nas Nuvens. Foi o start para o meu reconhecimento como compositor e a excelente revelação de Ana Carolina para oBrasil, Portugal, etc.
Recentemente acompanhei algumas novelas, como Cobras e Lagartos e A Favorita, ambas de João Emanuel Carneiro, por serem novelas dinâmicas, com soluções muitas vezes inesperadas.
Agora a Record está fazendo boas coisas no gênero. Assisti a Poder Paralelo por acaso há um mês atrás em um hotel em São Paulo. E fiquei de cara com a qualidade de tudo, texto (Lauro César Muniz), direção (Ignácio Coqueiro), direção de arte e atuação. Paloma Duarte eGabriel Braga Nunes dão show. Bete Coelho, mais talhada para o teatro às vezes passa do ponto, mas é sempre bom vê-la, uma excelente atriz cujo trabalho conheci nos tempos em que ela estrelava na Cia de Ópera Seca de Gerald Thomas.
Bela, a Feia tem direção de Edson Spinello, o mesmo que dirigiu Amor e Intrigas, novela para a qual fiz uma versão de Garganta que ilustrava outra vilã, Valkíria, vivida por Renata Dominguez. Aliás, estou me especializando em vilãs, como Judith (Deborah Evelin) de Caras e Bocas que tem como canção tema Além do Paraíso, cantada no folhetim porJussara Silveira.
Ainda falando sobre novelas, com exceção dos trabalhos de Emanuel Carneiro, sempre fico uns tempos sem ver, pois que, geralmente certas tramas custam muito a se desenvolver e não tenho saco de acompanhar o dia a dia. Sempre gostei muito de ler Balzac e penso que o gênero televisivo deve muito ao grande escritor francês.
A vantagem dos livros é que podemos determinar o ritmo da leitura, mesmo com livros que se arrastam, o que não é o caso de Balzac.
12:05 Saindo pra malhar e querendo voltar logo pra falar dos acontecidos de ontem noSenado e também sobre a relação da torcida do Flamengo com seus craques.

17:29 Como se vê na imagem acima, a neblina chega quase ao meu nariz, parece até que estou em Gramado. Percebi que só o anúncio do tema sobre a torcida do Flamengo foi o suficiente para exaltar os ânimos por aqui. Falei no começo da tarde com meu amigo Francisco Bosco, flamenguista de carteirinha que esteve presente domingo passado no Maracanã. Ele partilha de minha opinião de que a torcida é mais estrela que o próprio time. É a única torcida que tem um grito para si própria. "Ooooooo que torcida é essa?" E, nessas, não souberam valorizar bons jogadores, como Obina que agora é goleador do Palmeiras e Diego Tardelli, esse um grande craque que está ajudando a mudar a cara do Atlético Mineiro e acaba de ser convocado pelo técnico Dunga para o próximo amistoso do Brasi contra Estônia no dia 12 de agosto.
Concordo que foi deselegante a reação de Léo Moura ao comemorar o gol de empate contra o Náutico. Mas tudo começou com as vaias da torcida, uma atitude nada solidária com a equipe. Agora, depois do pedido de desculpas do jogador, acho que a torcida deveria rever sua posição, retirar essa petição que os mais radicais estão fazendo no sentido de afastá-lo do time. Se Léo Moura for afastado, o Flamengo perderá um de seus melhores jogadores e estará chutando mais uma bola fora.
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Sobre os acontecimentos mais recentes do Senado, é irritante, diria até mesmo nojento, ver a cara de Fernando Collor vociferando na tribuna, dizendo a Pedro Simon que engula suas palavras e ainda tentando diminuir a importância do episódio de seu Impeachment. É vero que houve um empurrão da Globo naquele processo, que até colocou no ar a minissérie Anos Rebeldes, que de certa forma ajudou a mobilizar os estudantes. Os defensores de Collor, entre eles Leonel Brizola alegavam que a Globo incentivava o movimento pelo Impeachment pelo fato de Collor ter negado à emissora um canal de TV aberta, que teria ficado com a família do então Presidente. De qualquer forma, foi um dos movimentos populares mais significativos e bonitos da história política do Brasil. Collor renunciou para evitar o Impedimento, mas teve seus direitos cassados por 8 anos por determinação do Senado Federal e só foi eleito novamente para cargo público em 2206 tomando posse como Senador pelo Estado de Alagoas em 2007.
Sei que a derrubada de Sarney da Presidência do Senado visa, infelizmente, outros objetivos que não a moralização da casa. Eu já disse certa vez aqui (ou foi no Facebook?) que bastava que Sarney estivesse com a proa voltada em direção ao DEM e/ou PSDB nas eleições de 2010 para que Rodrigo Maia e Arthur Virgílio viessem em sua defesa.
Revira-me o estômago ver Collor e Lula trocando sorrisos e tapinhas nas costas. Sei também que política é uma arte meio malabarista, em que é necessário fazer alianças e, às vezes, comungar com o ruim para não cair no pior. Mas esses acontecimentos tem revelado um fisiologismo tão nauseabundo que estão chegando ao ponto do insuportável.
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Nesse domingo, assisti pela terceira ou quarta vez ao espetáculo de Elisa Lucinda, Parem de Falar Mal da Rotina. Minha mãe, que foi comigo e atualmente é cadeirante, adorou e saiu renovada, depois de quase 4 horas de espetáculo (contando o intervalo). Realmente o espetáculo é tão bom que nem vemos o tempo passar. No final, uma dose a mais de emoção, quando Elisa me chamou ao palco para homenagear-me com um bouquê de flores amarelas. Muita gentileza dela, dupla doação.
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18: 45 De saída para assisitir ao show de lançamento do disco de meu amigo Daniel Santiago, excelente compositor e virtuose do violão, na Modern Sound.
Abraços a todos e até a próxima.